Segunda-feira, Junho 09, 2008

Mudança

Hey Amigos,

Estou mudando o blog de endereço, mais informações no novo espaço:

O endereço é http://verbeat.org/blogs/michelsimoes

Atualizem, visitem, apareçam.

abraço,

Quarta-feira, Junho 04, 2008

Oeste Selvagem (Buffalo Bill)

(Buffallo Bill and the Indians or Sitting Bull's History Lessons, 1976 - EUA)


Tento evitar, porém a cada vez que me recordo de Buffalo Bill (Paul Newman), é a figura de Beto Carrero que associo. Robert Altman almejava uma crítica irônica e ácida ao governo e porque não à parte da população norte-americana, para isso criou uma espécie de show onde o caçador de índios (Buffalo Bill) demonstra seus dotes para a platéia num espetáculo com cavalos, lutas e obviamente os vilões indígenas. Mas o negócio anda mal e numa jogada de marketing eles contratam o famigerado e legítimo índio Touro Sentado. Só que o índio tem seus planos (e isso envolve o presidente do país) e principalmente seus costumes que não se enquadram. Altman perde-se num filme parado e quase nada atraente, repleto de personagens desnecessários ou de pouca importância para o andamento (mesmo que tenham importância para ressaltar o verdadeiro espírito que o cineasta almejava alcançar, de um povo tolo, repleto de pessoas ingênuas e hipócritas que entretêm com um show falso, mentiroso, todo planejado para fazer da figura de Buffalo Bill um verdadeiro herói nacional, alguém já viu isso antes?).

Segunda-feira, Junho 02, 2008

As Crônicas de Nárnia: O Príncpe Caspian

(The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, 2008 - EUA/RU)

Lutas épicas voltadas ao público infantil, cavaleiros e suas espadas, catapultas, animais falantes e outros seres incríveis lutando contra a administração tirana dos humanos que tomaram Nárnia algum tempo depois da saída dos irmãos Pevensie. O segundo filme, novamente dirigido por Andrew Adamson, é quase todo ação, por isso que a graciosa irmã caçula perde espaço no roteiro para Pedro, o irmão mais velho que dessa vez anda metido a valentão. No primeiro filme havia uma delicadeza em inserir o público ao mundo de Nárnia e as criaturas criadas pelo escritor C. S. Lewis, havia também uma doçura com personagens e com as descobertas dos irmãos. Neste aqui são lutas e mais lutas, e um roteiro repleto de arestas mal-ajambradas porque o intuito é ver as espadas duelando e pouco importa se por exemplo o desaparecimento de Aslam tem ou não alguma lógica. E como filme de ação, os efeitos especiais são magníficos, mas crianças duelando facilmente contra milhares de soldados é brincar demais com o bonito mundo de fantasia proposto.

Sexta-feira, Maio 30, 2008

As Crônicas de Nárnia - o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

(The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, 2005 - EUA)


Aonde iremos chegar no quesito perfeição dos efeitos especiais? O aprimoramento parece não ter fim e realmente me impressionou nas cenas com o fauno (James McAvoy). O diretor Andrew Adamson assume a fábula infantil e segue a cartilha eficazmente, tanto na doçura dos heróis infantis (em especial a doce e pequenina Lúcia Pevensie (Georgie Henley)), quanto nos personagens que ajudam os quatro irmãos nessa aventura dentro de Nárnia. E também nos pontos negativos potencializados por clichês, uma governanta mal-humorada e uma vilã caricata (Tilda Swinton).Talvez seja o apelo da brancura da neve, mas aquele guarda-roupa como porta de entrada para Nárnia transforma-se num delicioso e instigante portal rumo ao desconhecido e sem dúvida capaz de remeter a tantas fantasias nas mentes cheias de imaginação do público infantil. Claro que se comparados aos épicos, as lutas parecem tolas, guarde as proporções a exatamente qual público o filme se direciona e verá que este primeiro capítulo da saga possui todos os ingredientes necessários para seu público (boas doses de aventura, humor, suspense, intrigas); fora todo o aspecto histórico da fuga das crianças devido a Segunda Guerra Mundial que mesmo com a ingenuidade de muitas passagens do filme, acaba muito bem caracterizada e honesta.

Quarta-feira, Maio 28, 2008

O Melhor Amigo da Noiva

(Made of Honor, 2008 - EUA)

Olhar para sua premissa é um convite ao temor do que lhe aguarda, porque essa figura do homem lindo e sexy, rico, que não repete mulheres e não precisa de esforço para consegui-las já não é mais clichê de tão ultrapassado. E nesse perfil falso e bem-humorado é que p cineasta Paul Weiland insere a figura de Tom (Patrick Dempsey), só que há algo de especial nos atores, nos personagens, no clima em si, não sei ao certo, que possui o estranho mistério de nos cativar (talvez seja o jogo de basquete dos amigos, onde cada um ao seu jeito expõe seus problemas, e aquilo se transforma numa terapia, chegando mesmo a um grupo de atuo-ajuda para recuperar o grande amor da sua vida que vai se casar com outro, o tal dilema do filme). Por essas e por outras, que um filme recheado de absurdos, de acontecimentos tipicamente cinematográficos, de piadas gastas, ainda assim tem seu charme e principalmente possui subterfúgios para nos fazer rir, para nos fazer divertir, chegando até a torcer pelo desenlace positivo de um casal que insiste em dizer não quando todos sabem que deveriam dizer sim. E por mais tolas que sejam as soluções encontradas pelo roteiro para levar esses grandes amigos a perceberem o quanto seus destinos deveriam entrecruzar-se, há sim graça e um filme que acima de tudo não ousa ser maior do que sua proposta.

Segunda-feira, Maio 26, 2008

O Homem Elefante

(The Elefant Man, 1980 - EUA)

A verídica história de John Merrick (John Hurt), um homem sofrendo de um inimaginável caso de deformidade atingindo praticamente 90% do seu corpo. Usado como atração de horror num circo pelas ruas de Londres, apanhando e tratado como monstro por seu "tutor". Pelas mãos do médico, Frederick Treves (Anthony Hopkins) passa a ser tratado como ser humano e demonstrar sinais de inteligência que até então estavam trancafiados em seu cérebro amargurado por uma vida emocionalmente enjaulada. De centro das atenções das massas, passa ao mesmo ofício para a alta sociedade londrina. Merrick teve sua auto-estima recuperada, porém sua dignidade continuara sendo usada por interesses, curiosidades, e por tantas malevolências humanas. David Lynch oferece um drama cansativo e monótono, focado nos próprios clichês que a história absurda e tão crível nos oferecem de bate-pronto. Toda a vida de John Merrick é de um absurdo sem tamanhos, exposto a todos os mais cruéis estados de tratamento, e o filme em preto e branco alivia o que nos oferece ojeriza, mas não consegue passar de uma história triste que nos faz ter pena.

Segunda-feira, Maio 19, 2008

Ladrão de Sonhos

(La Cité Des Enfants Perdus, 1995 - FRA/ESP/ALE)

A dupla de diretores Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro caracteriza-se principalmente por um universo estético muito peculiar que permite a seus filmes serem autorais, e principalmente únicos. A fotografia com aspecto plastificado, tons fortes e vivos, privilegiando o verde musgo e outros tons mórbidos, especialmente se harmoniza perfeitamente com os temas, personagens e principalmente temáticas adotadas. Aqui a história guarda um quê de crítica social novamente, mas ainda peca pela ingenuidade no roteiro, pele excesso de coincidências, por uma visão cinematográfica menos espalhafatosa dos cineastas.
Numa medonha torre vive um homem chamado Krank (Daniel Emilfork) que seqüestra crianças para tentar roubar-lhe os sonhos, tal homem é criação de um inventor (Dominique Pinon) que desapareceu deixando inúmeros clones de si quando percebeu que nada que criava conseguia sair exatamente como gostaria (uma princesa anã, o tal homem que não consegue dormir por só ter pesadelos e etc). Na cidade a população vive como ruminantes, e One (Ron Perlman) um caçador de baleias (com ajuda de uma garota esperta) parte em busca do seu irmãozinho que fora seqüestrado. Novamente é na visão futurista e pessimista do planeta que Jeunet e Caro consegue equalizar seu conto de fadas e nos oferecer massa crítica e diversão moderada.

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Jeunet e Caro

Delicatessen (Delicatessen, 1991 – FRA)
Comédia futurista de humor negro dirigida por Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro, na Paris do século XXI a escassez de alimentos é latente. Parte da população vive como ratos pelos esgotos da cidade, a outra parte alimenta-se de carne humana. O dono de um açougue aluga os apartamentos sob seu estabelecimento, e às vezes alguns de seus inquilinos desaparecem misteriosamente. O novo zelador apaixona-se pela filha do açougueiro e entre as suas e as bizarrices dos demais personagens, acompanhamos um filme esquemático, que almeja ser moderninho e despojado, mas que guarda em seu aspecto visual as únicas características mais interessantes, porque de resto não passa de umas pessoas malvadas e um ingênuo que consegue milagrosamente se safar.

Quarta-feira, Maio 14, 2008

Homem de Ferro

(Iron Man, 2008 - EUA)

Como todo primeiro filme de superherói, este aqui se preza ao burocrático trabalho de explicar as origens do Homem de Ferro e o cineasta Jon Favreau passa da dose nos detalhes e nos oferece um filme que seria por demais arrastado e repetitivo não fosse um detalhe primordial: Robet Downey Jr. O ator remete um sarcamo e humor ao personagem que por mais simples que seja a cena, sempre merece uma atenção extra a um possível movimento, fala, qualquer detalhe que Robert Downey Jr possa imprimir. No final a porrada descamba e os fãs se deliciaram, eu fico com o humor e irreverência do protagonista, já que os demais personagens são bobos, caricatos e exagerados (exceção feita a Gwyneth Paltrow). Neste mar de idas e vindas, o saldo é positivo, Tony Stark vem aí, que no próximo vá direto ao que interessa.

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Como Festejei o Fim do Mundo

(Cum Mi-am Petrecut Sfarsitul Lumi, 2006 - ROM/FRA)


O diretor Catalin Mitulescu trata sua história por vias meio tortas, como quem não quer ir direto ao assunto. Por isso a adolescente rebelde Eva Matei (Doroteea Petre) é expulsa da escola e vai para um reformatório onde conhece jovens que tentam fugir da Romênia (nos últimos dias de Comunismo) cruzando o rio Danúbio. A família força que ela reate o namoro com o filho de um policial já que ele teria condições financeiras mais favoráveis. Sob os olhos do irmão mais novo enxergamos as últimas mudanças que estão prestes a acontecer, a queda da ditadura, de uma maneira pueril e agridoce. Tudo meio confuso, tudo razoavelmente interessante, desde as condições de vida da classe média, até a presença permanente do governo na vida das pessoas e a comemoração do fim do governo Ceauscu. Uma fórmula gasta dentro de uma estrutura irregular fazem com que o grande atrativo do filme seja seu retrato político e social.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

Fôlego

(Breath / Soom, 2007 - COR)
Uma mulher submetendo-se a uma vida trancafiada entre o noticiário da TV, o artesanato e os cuidados da filha pequena, descobre a infidelidade do marido. Numa forma de buscar vingança e também sentir-se viva, saindo desse aquário criado por ela própria busca no oposto uma sobrevida, aproximando-se de um condenado à morte que tentara a pouco novamente o suicídio. Nessa estranha relação Kim Ki-Duk afunda seu ultimamente desgastado cinema, num mar de simbologias rudimentares e falsidades moralistas. Seu estilo de cinema continua presente, protagonistas que utilizam o silêncio como forma de expressão, o retorno das estações do ano para expressar sentimentos e pequenos detalhes que almejam alcançar o status rotulável de “cinema de arte”. Nesse processo Ki-Duk transforma vilões em mocinhos, um homem agressivo e infiel brinca na neve com a filha em sua redenção após descoberta de sua relação extraconjugal, como se o mundo fosse assim fácil. O cineasta está muito mais preocupado em manter seu estilo, sonhando que suas metáforas continuam pertinentes e inteligentes, o que já foi lindo em seu cinema atinge aqui o constrangedor.

Quarta-feira, Maio 07, 2008

O Sonho de Cassandra

(Cassandra's Dream, 2007 - ING/EUA)

Dois irmãos frustrados, Ian (Ewan McGregor) trabalha no restaurante do pai e Terry (Colin Farrell) é mecânico de autos. A montagem de início é excessivamente acelerada, os fatos que compõem cada um dos personagens chegam de forma abrupta, arremessados. Ian demonstra não ter escrúpulos, enquanto Terry é viciado em jogos e enquanto se afunda em dívidas o irmão paga de playboy e descola uma namorada atriz. Tudo caminha bagunçado até surgir o tio ricaço Howard (Tom Wilkinson) que está metido numa enrascada e precisa de um favor dos sobrinhos para poder ajudá-los financeiramente. Woody Allen filme Londres com certo esmero, e um roteiro irregular, os diálogos variam entre o infantil e o tosco, e as interpretações dos protagonistas não convencem ninguém (Colin Farrel está sofrível). O Sonho de Cassandra é daquelas coisas que fazem a gente repensar porque ninguém nos EUA quer produzir os filmes de Allen, talvez porque ele filma tanto que acredita que qualquer idéia sua serve como uma boa idéia e definitivamente não é o caso. A mistura de drama, suspense, e assassinatos não se encaixa, talvez porque as necessidades dos protagonistas não são tão saudosas assim.

Segunda-feira, Maio 05, 2008

No Surprises

Os indicadores econômicos mostram o país numa onda de sucesso, as burocracias e os representates do governo fazem toda a força para atrapalhar e empilhar, quem realmente trabalha, de problemas. Você lê as notícias e é pai que joga filha pela janela, pai que comete incesto e tem sete filhos com a filha que vive trancafiada com parte de sua cria num porão, é filho que estupra a mãe idosa com Alzheimer. A Bovespa sobe, mas mesmo que você tenha ações não ficará mais rico, ganhar dez ou cem reais não te levará a nada. É jogador milionário envolvido em escândalo com travesti, e no cinema um filme pior que o outro que você nem consegue imaginar como alguém conseguiu imaginar aquilo, dirá dinheiro para filmar. Por essas que prefiro cada vez mais me dedicar a quem me faz bem, meus amigos, minha família e principalmente minha amada. Nada mais me surpreende, aliás faz tempo, e cada vez mais prova ser verdade. Mundo cão.
Não estava me referindo exclusivamente a ele, mas a carreira de Kim Ki-Duk desce ladeira abaixo. Comecei o descobrindo em Primavera,Verão, Outono, Inverno... e Primavera e achei muito bom, desde então acompanhei todos os seus filmes lançados, Casa Vazia se tornou um dos meus filme preferidos, uma obra-prima, uma história de amor sem igual. Depois veio O Arcoque com esforço ficou no bom, já tive que ser otimista para achar Time regular, aceitável, havia coisas lá que me interessavam, mas tudo bagunçado. Fôlego é terrível, quanto mais penso, pior fica, você vai seguindo um diretor e se decepcionando ao ponto de duvidar que será capaz de entrar na sala escura para assistir o próximo.
E o novo Woody Allen também não fica atrás, é fraco até dizer chega, Colin Farrel é de dar pena de tão ruim. E no feriado ainda tinha mais, Como Festejei o Fim do Mundo é cópia de tantos filmes que nem adianta citar, contar a história política recente usando a visão de crianças já está virando golpe sujo, ainda assim o filme se salva e tem lá seu interesse, mas longe de empolgar. Depois disso tudo desisti do japonês Desonra, fui tentar um dvd em casa, dos clássicos, Minha Doce Gueixa com Shirley McLaine é tão bobinho, tão bobinho, que quase me deu náuseas. Não, não estou mal humorado, os filmes é que não estão ajudando, mas semana que vem acertou um ou outro e tudo volta ao normal. Ah, claro que os micro-textos de cada um deles virão nos próximos dias.

Quarta-feira, Abril 30, 2008

O Indomado

(Hud, 1962 - EUA)

De um lado Hud Bannon (Paul Newman), de outro seu pai Homer (Melvyn Douglas), muito mais do que as diferenças de visão entre o moderno e o conservador, os dois batem de frente sob os valores morais. Hud não hesita em envolver-se com todos os tipos de mulher, e leva a vida entre o trabalho no rancho e as bebedeiras na cidade. Enquanto isso seu pai administra a criação de gado tal como aprendeu décadas atrás. No faroeste, ultra-moderno à época, do diretor Martin Ritt os cavalos dão lugar às camionetes e um tom de bom humor capitaneado por Hud aos poucos dá espaço ao apelo dramático que o filme pretende demonstrar. Infelizmente não passa de uma enormidade de pequenos clichês conduzidos de forma correta e bem compassada. O drama familiar e o interesse dos homens pela empregada da casa perdem em espaço para o problema da febre aftosa e todas as conseqüências que tal doença pode acarretar aos animais e aos criadores. Há quase no fim uma cena poderosíssima, com rifles em punho e disparos intermináveis, a dor de quem entregou sua vida a sua fazenda.

Segunda-feira, Abril 28, 2008

Estômago

(Estômago, 2007 - BRA/ITA)

O texto é esperto, a comédia não perde o ritmo, Marcos Jorge ainda consegue elevar seu pequeno filme a uma pequenina jóia com seus enquadramentos fugindo ao óbvio, cenas mais longas e monólogos sem cortes. Mas nada disso é páreo para o talento sem precedentes de João Miguel que a cada filme destaca-se ainda mais. Aqui na pele do nordestino Raimundo Nonato que chega faminto e desempregado numa grande cidade e na esperança de um futuro promissor arruma, por sorte (ou azar num primeiro momento) emprego num pequeno boteco aprendendo a fazer deliciosas coxinhas. O filme transcorre em dois tempos, presente e passado, temos o protagonista preso narrando sua situação dentro da cela enquanto explica com detalhes o ocorrido que o fez ser encarcerado. Em ambos a história o bom humor sobrepõe-se a qualquer outro gênero que insista em surgir, a paixão por uma prostituta, a relação com um dono de restaurante que lhe oferece um bom emprego, o dom de cozinheiro que abre-lhe portas na cadeia, isso tudo é enredo para nos entreter. O que transforma Estômago num filme especial é a fisionomia do ator, a paixão pela cozinha em seus monólogos contando a história do gorgonzola ou outras especialidades, o segredo é aquele jeito de falar meio simples, meio engraçado, meio nordestino, meio só dele, que nos deixa fascinado.